domingo, 7 de fevereiro de 2016

Cascata de Armés

Mais uma vez, na Sintra mágica apareceram fotos de uma cascata que não conhecia, e mais uma vez, tive que resolver essa falha!

Contei como sempre com a companhia do marido, e neste caso, com a ajuda preciosa do Marco Rodrigues, e as indicações dele levaram-me até ela.

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Ao contrário do acesso à cascata de Anços, ou à da Bajouca em que o caminho está bem marcado, e é muito fácil de seguir, esta ainda está um bocado selvagem, e o caminho que nos leva até ela está coberto de ervas, sendo muito discreto.
Nota-se apenas que tem menos erva, e que está um pouco pisada, mas não tem o movimento de visitas que têm as outras duas.

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O caminho, vai-se desenvolvendo ao longo do rio, e nalguns locais dá para chegar mais perto e vêm-se algumas pequenas cascatas.

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É um passeio muito bonito que só por si já vale a pena.
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Mas nalguns sítios, é preciso alguma cautela porque as silvas tomaram conta do território.

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Sempre seguindo as indicações do blogue do Marco Rodrigues, chegámos até esta árvore grande (não sei se é uma azinheira ou um sobreiro), mas não conseguíamos vislumbrar nenhuma ruína como a que ele refere.
Andámos um pouco mais, mas o carreiro afastava-se muito do rio, e na verdade, naquele local, ao pé da árvore grande ouvia-se distintamente muita água a cair, e por isso voltamos para trás, e entrámos no matagal de silvas e outra vegetação, seguindo uma espécie de rasto de passagem de alguém ou de algum animal, até a um ponto onde já se via o rio, mas não se via cascata nenhuma.

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Para descer até ao rio, teria que me sentar na lama, vencer um túnel de silvas e molhar-me ainda mais, e ainda por cima era escorregadio.
Hesitei bastante, cheguei a voltar para trás, mas a tentação foi mais forte, e dei a mochila e a máquina fotográfica ao marido, respirei fundo e desci!

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Assim que cheguei lá abaixo fiquei deslumbrada! 
Não estava à espera que fosse tão grande e com tanta água, até porque o rio é estreito.  

Voltei ao ponto onde o marido tinha ficado e pedi-lhe a máquina fotográfica!

O tripé tinha ficado na mota, por isso improvisei com uma pedra, e registei o momento.

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É linda!,... apanhou-me de surpresa.
Por vezes, em fotografia são bem mais bonitas e majestosas do que ao vivo, mas com esta aconteceu exactamente o contrário.
As fotos não lhe fazem justiça!

Só quando comecei a subir para o túnel de silvas de regresso ao sítio onde deixara o marido é que vi a tal ruína de que fala o Marco

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Saí de lá neste estado, e nem mostro como fiquei por trás porque até parece que me descuidei ;-)

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Aposto que há muito tempo que ninguém fecha este portão!

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As motas esperaram tranquilamente por nós

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 Tenho que lá voltar!

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