Assim que vi que os passadiços do Paiva tinham voltado a abrir ao público, marquei logo na minha "agenda mental" uma ida a Arouca na primeira oportunidade possível!
O plano era aproveitar a sexta feira santa, juntar um dia de férias que não tinha sido possível gozar em 2015, e rumar a Arouca, para espreitar a casa das pedras parideiras, a estação meteorológica, os passadiços do Paiva, e se o tempo e as condições físicas e meteorológicas o permitissem, ir até á Frecha da Mizarela, passar por Regoufe para ver as minas e eventualmente subir à aldeia de Drave.
Já contava que o São Pedro me acompanhasse, como é habitual, mas mantive a esperança de que ficasse só na ameaça...
Logo no dia da chegada, fomos á casa das pedras parideiras, e por pouco não conseguimos subir á estação meteorológica, mas fomos logo "desenganados" relativamente á possibilidade de lá ir, porque eles já sabiam que não iría haver condições para tal durante os dias que tínhamos para vadiar por Arouca.
Para chegar ás tais pedras parideiras, teríamos que passar pelo parque eólico, e aproveitámos para ver mais de perto as "ventoínhas".

E cá estão elas:



Se quiserem saber o que são e como aparecem, vão lá, e não deixem de assistir ao filme em 3D que a casa das pedras parideiras proporciona, que além de muito bom, tem excelentes ensinamentos!

À distância ainda vimos a frecha da Mizarela, mas era demasiado tarde para lá ir, e além disso tínhamos que nos poupar para o desafio principal, que eram os passadiços.


Ainda fomos até ao miradouro, mas eram horas de recolher, até porque o dia já ía longo para nós.

No dia seguinte, depois de um bom pequeno almoço lá fomos.
Os bilhetes compram-se antecipadamente online, e logo na compra tem que se optar em que sentido se pretende fazer os passadiços, porque não é a mesma coisa começar do lado da Espiunca, ou do Areinho.
Os folhetos esclarecem que partindo de Areinho, o passeio é mais "suave", e ainda bem que o fazem, porque de facto é muito importante a diferença! é que partindo de Areinho, temos uma grande subida, maioritariamente de escadas, mas depois o caminho é quase todo a descer ou a direito, e as poucas subidas que se apanham, são suaves, mas entrando na Espiunca,... deve ser duro! é que é sempre a subir, e quando já se está a chegar ao fim, depois de uma subida quase permanente de mais de 8 km, apanha-se com a escadaria final, que tem muuuiitos degraus!
Há quem faça ida e volta, mas eu que até gosto de caminhar, nunca o faria.
Há quem faça ida e volta, mas eu que até gosto de caminhar, nunca o faria.

O primeiro km tem vista para uma enorme cascata!

Pronta para enfrentar a escadaria!







A meio da escadaria, estava um grupo por conta da página dos passadiços com uma campanha, e não podíamos deixar de colaborar, e já agora, aproveitámos para mostrar a passagem do CPM e dos Motoólicos anónimos pelos Passadiços do Paiva!

O evento (votação para o world travel award 2016) está no face dos passadiços, e as fotos tiradas por eles também:



Ao longe começamos a ver a ponte suspensa, que não é necessário passar, mas que não resistimos.



E logo a seguir, a praia do Vau, que é um dos 3 pontos onde se pode usar o wc, comer e beber alguma coisa.

De verão deve ser uma delícia, mas a avaliar pela quantidade de gente que andava nos passadiços nesta altura do ano, no verão deve ser impossível usufruir da praia.
Não sabia que a praia tinha uma cascata, pelo que foi uma bela surpresa, até porque é lindíssima! teria valido a pena o passeio, se ele não fosse todo lindo, desde a primeira tábua até á última!
Está ali um magnífico trabalho, e tenho que agradecer aquilo que os passadiços tornam acessível a quase todos.
Excelente iniciativa!



Do outro lado da margem, algumas cabras andavam pela encosta.

Não é um percurso fácil, mas com calma faz-se bem, e ao fim dos 8 km eu ainda brincava ;-)


Tive pena que terminasse, apesar de já acusar algum cansaço.

O dia seguinte amanheceu de chuva, tal como previsto, pelo que fomos passear a pé pela cidade de Arouca, á espera que a coisa melhorasse, mas em vez de melhorar, o dia foi ficando cada vez mais fechado.













Tentámos visitar o museu, mas apesar de á porta dizer que a próxima visita teria início ás 11 horas, bem esperámos, mas ninguém apareceu para abrir a porta!
Tinha até uma campainha, e fizemos uso dela, mas durante cerca de meia hora que lá estivemos, ninguém apareceu.
Infelizmente não é a primeira vez que nos acontece!...




Como a chuva não parava, fomos recolher-nos numa pastelaria bem velhinha.

Almoçámos, e cada vez piorava mais o dia. Ainda ponderámos ir até Regoufe, espreitar as minas, e pensámos ir de taxi, porque estava mesmo agreste, e na montanha de moto, dispenso a chuva e o vento, mas a verdade é que o mais provável era nem sequer se ver nada, pelo que limitámo-nos a subir à Senhora da mó, na esperança de uma aberta nos deixar ver alguma coisa, mas quando lá chegámos o vento já era tanto que quase não dava para sair do taxi!




Dizem que em dias claros se vê até ao Porto, mas naquele dia, quase não nos víamos um ao outro :(
Ficou a faltar a subida à estação meteorológica, a passagem pelas minas de Regoufe, e a subida a Drave, de que não prescindo, por isso terei que lá voltar, e como sugeriu a Gracinda Ramos, o outono é uma boa altura, para voltar a percorrer os passadiços, e apreciar as margens do Paiva vestidas com as cores de Outono, e então, visitar tudo que ficou por visitar.
No dia seguinte tínhamos que regressar, mas com calma, pois para auto-estradas já tinha bastado a ida.
Almoçamos em Costa nova, Aveiro, e andámos por lá até ser hora de retomar o caminho.





Alguém me explica o que é isto?







Não há duas casas iguais!



Viemos embora, mas em dada altura vimos umas placas a indicar umas lagoas, e não resistimos.





Á hora do lanche ainda andava-mos na zona de S. Pedro de Moel, e resolvemos parar para aquecer o estômago.



E como o mar estava bravo, e a vontade de ir para cass era pouca,...

Fomos até á Nazaré ver as ondas...
