terça-feira, 25 de outubro de 2016

Sintra - A praia da Ursa

Há muito que via fotos da praia da Ursa espalhadas pela net, e tinha vontade de a ir espreitar, por isso, quando este ano a minha filha disse que queria lá ir, aproveitei logo a deixa, e fomos os 3.
Tinha visto na net que há 2 acessos, e tinha lido que o acesso sul era mais fácil do que o acesso norte, mas no site onde vi, dava a impressão que os 2 acessos partiam de locais de estacionamento diferentes, por isso fomos até àquele que parecia melhor. Não nos atrevemos a levar o carro pelo caminho que dá acesso a um local onde se pode deixar vários carros, e deixámos o nosso logo no primeiro espaço mesmo ao pé da estrada, e depois de chegar onde o acesso para viaturas termina, encontramos 2 carreiros. O marido escolheu o da esquerda, a filhota escolheu o da direita e eu fiquei no meio, mas por pouco tempo, e resolvi logo seguir a filha, e o marido acabou por se juntar a nós, apesar de contrariado, pois ele queria seguir o outro caminho.






O caminho não é fácil, e fiz uma boa parte dele com o traseiro no chão.






Já quase no areal, chegámos a um ponto onde a rocha desce a pique, a cerca de 20 metros de altura, e não me atrevi, apesar de ver que havia quem o fizesse, e apesar de a filhota querer continuar.


Regressámos com intenção de lá voltar, mas pelo outro caminho, aquele que o marido queria seguir, e que entretanto em conversa descobrimos que era o tal caminho a sul, que é mais acessível.

Não demorámos a voltar!
A filha foi logo na semana seguinte, e desceu por onde eu não tinha querido descer, mas nós fomos pelo outro lado, e apesar de o caminho ser mais longo, e ser até um pouco mais difícil, a verdade é que a parte final é menos agreste, e conseguimos ir até ao areal.



 De facto a praia é linda!


Uma brincadeira a pensar na professora de Pilates, - a Sílvia Reis, que é a culpada de eu ter recuperado a mobilidade que me permite entrar nestas aventuras ;-)


A água estava fresquinha, mas o calor era muito! 



O recanto dos montinhos de pedras:





Nas rochas há cordas e escadas de corda, e há malta que vem para cá fazer escalada, e até existe uma cache no topo da rocha da ursa, que na altura tinha apenas um "FTF".


Este pássaro, que não sei identificar andava por lá a mergulhar, como se fosse um verdadeiro mergulhador!



A tal descida que me fez desistir na primeira vez:


E como a fome apertava, regressámos, mas não demorámos a voltar!


Pouco tempo depois, levámos lá mais uma amiga:



Fomos pelo caminho sul, mas diversificámos um pouco:



O recanto das pedrinhas continuava lindo.













Resolvemos deixar o nosso contributo!












E desta vez andavam por lá aventureiros da escalada:

Quisemos voltar pelo lado difícil, mas a nossa amiga não se atreveu.
Na próxima venho por lá, agora que já vi que subir não é impossível.


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Holanda - Maastricht 2

Saímos logo de manhã, com destino ao forte St. Pieter, e mais uma vez, o São Pedro fez questão de nos acompanhar!







Os nossos guias:







Os barris da pólvora:













Uma boa parte do forte já não existe porque os tijolos foram "reciclados" para a construção de casas.




Depois do forte, fomos visitar as grutas, e todos nós ficámos fascinados pelas milhares de obras de arte que ornamentam as paredes das grutas.
As grutas foram construídas por romanos há mais de 2.000 anos, para a extracção de enormes blocos de pedra calcária, e têm cerca de 8 km de extensão. Durante a 2ª guerra mundial abrigaram muita gente, foram utilizadas pelos Judeus para fugir, e até os próprios Nazis as usaram usaram para esconder obras de arte durante a guerra.


Dentro das grutas cultivam-se uma espécie de alfaces:





O mapa do labirinto:












Dentro das grutas circulavam carroças, para o transporte dos enormes blocos de pedra que de lá era extraído, e nas esquinas estão bem visíveis as marcas da erosão provocada pela contínua passagem das mesmas:




Foi aqui encontrado o primeiro fóssil de um morossauro, mas segundo os nossos guias, o fóssil foi "roubado", e está actualmente no museu de história natural de Paris. Dele restou apenas uma escultura feita na pedra da parede da gruta.


Aqui não posso deixar de fazer uma pequena nota: enquanto o nosso guia nos relatava a história do morossauro, uma das crianças que integravam o grupo entreteve-se a escarafunchar na parede macia, tendo aberto com o dedo uma cratera no meio da escultura, perante a impassividade dos pais que assistiam sem nada fazer!
A falta de educação é universal!...








Regressámos a casa debaixo de chuva, mas nos intervalos ainda demos mais umas voltinhas.




Á noite fomos ver Portugal ganhar à Croácia num pub local cheio de portugueses, e com uma Guinness a acompanhar.


Infelizmente chegou o dia do regresso, devolvemos as bicicletas ao Toni, a quem deixo aqui um grande obrigado.

Fiquei surpreendida com os inúmeros avisos que encontramos no aeroporto, relativamente aos táxis!
Por todo o lado há avisos, e muita polícia apenas com a missão de a encaminhar os turistas para os táxis oficiais, pois por todo o lado há indivíduos com coletes a dizer "táxi oficial", que tentam desviar os incautos para outros veículos de transporte! Os verdadeiros táxis, aguardam tranquilamente na respectiva praça de táxis, e são maioritariamente Teslas, e outros bons carros ecológicos e com muito boa apresentação.  
Afinal o problema dos transportes de passageiros é universal...
Aproveitei para brincar com as letras quase sem pessoas à porta do aeroporto, mas os tais taxistas não nos largavam! pareciam marroquinos!...
Na descolagem, impressiona a paisagem de tão plana que é!
A meio da viagem o S. Pedro ofereceu-nos um espectáculo fantástico: um Arco íris completo! redondo:
Chegámos a Lisboa com pôr do sol :-)