quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Eco-via do Vez - De Ponte da Barca aos passadiços do Sistelo

Também nunca tinha parado em Ponte da Barca, e por acaso é um local lindíssimo, onde espero voltar, quanto mais não seja porque a enorme eco-via do Vez passa por lá, e ao longo dos seus mais de 30 km há tanto para ver, que vai ser necessário dividir em etapas.

A cidade estava ainda enfeitada com os ramos de giesta que a tradição manda colocar nas portas na madrugada de 30 de Abril para 1 de Maio.





O posto da antiga Polícia de Viação e Trânsito, como tantos que existiam espalhados pelo pais, à entrada das povoações.

Ao longo do rio Vez vamos encontrando vários pontos de acesso à eco-via do Vez, mas nós íamos com destino marcado para os passadiços do Sistelo, por isso não gastámos muito tempo a espreita-los.


Fomos parando nalguns, na esperança de encontrar alguma informação, porque até àquele momento ainda não tínhamos conseguido nenhuma pista sobre como aceder ao passadiço.

Na verdade, só mesmo no Sistelo é que fomos encontrar informação, o que é um aspecto que convém melhorar.




A primeira vista do Sistelo:

Na foto não dá para ver bem, mas é um cemitério, com uma esplanada, e uma vista fantástica!


Entrando na povoação temos toda a informação relativa aos vários trilhos que alí começam, embora a informação seja pouca, e nem sempre exacta.

Por exemplo, embora a tabuleta informe que o trilho dos passadiços tenha uma extensão de 1,8 km, em parte nenhuma se esclarece que até lá chegar é preciso percorres quase outro tanto, por uma espécie de estrada romana, muito inclinada, e que não é acessível a todos.



É verdade que a vista compensa a dificuldade, mas nem todos conseguirão lá chegar.

Ao longe, um vislumbre dos socalcos do Sistelo, também conhecido como p pequeno Tibete Português.



Entretanto, os vários trilhos vão se cruzando, e é preciso muito cuidado para seguir o trilho certo, pois nem sempre estão bem assinalados, e é fácil passar de um para outro sem dar conta.




Mas a meio do percurso que nos leva ao passadiço, há esta capela, e uma estrada que lá chega, pelo que para quem souber como, há outra forma de chegar aos passadiços...



É pequena, e está no meio do nada, mas não podia faltar,...


E aparentemente, há ainda outra forma de chegar ainda mais perto 😉

Aqui fiquei em dúvida:



É o poste que segura os cabos, ou são os cabos que seguram o poste? 😖


E eis que finalmente chegámos ao início do passadiço propriamente dito: 





De volta ao Sistelo, bem queria tirar uma foto e beber água da fonte, mas os ciclistas continuam a achar que podem simplesmente tudo, e até para beber um pouco de água tive que desviar uma.
Com tanto sítio para as encostar, era ali que tinha que ser! enfim... 




Era cedo, e resolvemos seguir outro trilho, mas como tínhamos que regressar a Lisboa, escolhemos um dos mais curtos: 







Não tem muito para ver, e algures pelo caminho acho que passámos para o trilho dos socalcos.
Em dado momento percebemos que a estrada estava ali mesmo ao lado, e decidimos que era hora de apanhar o carro e dar um saltinho ao miradouro onde se avistam os socalcos, e foi uma boa decisão!





A estrada é estreita, mas felizmente só encontrámos carros em sentido contrário no único ponto onde a largura permite o cruzamento!




O estômago já pedia almoço, e por isso fizemo-nos à estrada antes que fosse hora de jantar 😊

E em Ponte de Lima conseguimos um restaurante onde já contrariados nos serviram.






quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Entre o Gerês, e Requiás de novo

O feriado de 1 de Maio deu direito a mais uma ponte imposta pelo patrão, e como a Fernanda S. Costa tinha injectado um veneno novo, chamado passadiços do Sistelo, rumamos ao norte, mas claro que ir directamente para o Sistelo não teria piada nenhuma, por isso fizemos um desvio até ao Gerês, e aproveitámos a desculpa para um saltinho  a Pitões das Júnias e Requiás para matar saudades da família!

Deu nisto:

Logo na primeira "paragem técnica" na área de serviço encontrámos 2 casais do CPM, também a caminho de uma bela vadiagem 😏 

Ao segundo restaurante depois do meio dia parámos para almoçar como mandam as regras da vadiagem  😊


E os sacanas sabiam!... 😈 



E chegámos ao Gerês ainda com tempo para ir espreitar beleza:









Não sou grande fã do vídeo, mas a cascata do Arado merece uma excepção!









E claro que a visita à cascata da Portela do Homem não podia faltar!




Continua magnífica!

No dia seguinte saímos cedo para Requiás, e ainda sentimos a tentação de mergulhar nas águas escaldantes do rio Caldo, mas ainda não foi desta 







E pela primeira vez passámos a ponte de carro! 😱
Parecia mesmo que não cabia! 


Almoçámos em casa dos primos Joaquim e Rosa, e a meio do almoço começou a nevar!


Era dia 29 de Abril, mas nem sei bem o porquê do espanto, pois não é a primeira vez que apanho um nevão nesta altura o ano! A diferença é que da outra vez estava de mota 😵

A minha janela favorita com neve fica ainda mais bonita:



Ainda com a neve a cair, deixámos Requiás e seguimos para Pitões.



Aqui o termómetro marcava 0,5º, mas chegámos a ver -2º!





E claro que não podia faltar o tradicional "engarrafamento" 😂




E desta vez, um tipo diferente de "engarrafamento" 😄


Regressámos ao Gerês, ao Pimpão onde ficámos alojados, mas com muita calma, porque no Gerês, é preciso tempo para apreciar a beleza!










No Pimpão contratámos uma volta de jeep para o dia seguinte, e logo de manhã saímos para a montanha.




Fui finalmente conhecer a cascata do Taithi.





Voltámos à cascata do Arado, e a outras paragens por onde tínhamos andado na véspera.













E fomos conhecer uma cascata de que nunca tinha ouvido falar, e que o guia chamou de lagoa de Albergaria.
Fica bem no coração da mata de Albergaria, e para lá chegar é preciso sair num acesso muito discreto que parte da estrada "portajada" que liga Espanha a Portugal pela Portela do Homem.





O local é lindo!

Depois do passeio, era tempo de rumar a Ponte da Barca, onde iríamos ficar nessa noite, mas como não conhecia São Pedro da Porta Aberta, fizemos mais um desvio:







A igreja é gira, muito diferente do tradicional!




Mas claro que as caixas de esmolas xxl não podiam faltar!...



Pelo caminho fomos apreciando a paisagem, e as surpresas.

No meio de quase nada, surge esta construção, com uma imensa escadaria de acesso a um miradouro. O dia já ia longo, e as pernas já tinham muitos km, por isso deixámos a escalada para outra ocasião 😉




Chegámos a Ponte da Barca já ao fim do dia.